O verdadeiro vestibular
O Provão tem boa
índole, pelos motivos já sabidos, mas usa o pretexto errado.
Se a questão é detectar universidades porcas, bastaria uma semana
de busca. E não vale a pena inventar outra peneira, além das
já organizadas pelas categorias, para catar a canalha.
O pau da barraca é o controle da educação no varejo.
Universidades que não permitem o voto direto para a reitoria não
estão capacitadas a (in)formar profissionais-cidadãos. Pouco
importa se pública ou privada.
Uma dessas ilhas da fantasia, a UNICAMP se equipa. Com o larjã que
poderia ser empregado em livros e assentos de privada, investe-se milhões
na segurança interna do campus.
E, ao redor, bilhões de funcionários ociosos e petulantes, supridos
por uns poucos, esgotados, santos. Sem gotas de representatividade, o reitor
bate, enquanto o DCE, sem moléculas de representatividade, assopra.
Tudo pela meia entrada!
Fariseus - Leila Pinheiro canta Aldir Blanc e Guinga no primoroso “Catavento e Girassol”. E há a “Floresta do Amazonas”, de Villa-Lobos, regência do próprio e solo de Bidú Sayão. Arranca lágrimas de gratidão. Feita de profissionais cultos, idôneos e atualizados, a crítica nem tchum. Aliás, nem tchan.
ET - Conta a crônica palaciana que o ex-Diretor de Cultura do Município, Prof. José Carlos Rocha, armou uma viagem à Rússia para investigar partitura de um certo J. Mignone, que estaria escondida naquelas paragens. Para os que conheceram a lendária figurinha, é até de se espantar que o objetivo inicial terminasse desviado. Mas pouquíssimos são capazes de adivinhar que o historiador na verdade não escapou para saunas mafiosas, cassinos ou gélidas transações particulares. Pasmem: ele frequentou um congresso de ufologia.